Thiago Dantas
São Paulo
19 anos

Possibilidades é minha palavra preferida. Também gosto de filmes, não vivo sem música e tô aprendendo a ler. Falando em, não sei escrever. E eu rimei, droga!

Acredito no que é importante. Na vida, de modo geral. Na crueldade e mesquinharia das pessoas, na miséria do mundo e também no amor. Porque o mundo nem é lugar tão ruim assim.

Em breve aqui estarão meus links.




Quinta-feira, Agosto 28, 2008


"When all I ever wanted was the simple things...
... A simple kind of life."



Alô, alô. Alguém me ensina a viver?


Thiago Dantas às 4:24 PM

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Por que que na maioria das vezes eles não tem nome?
Eles não tem nome porque assim todos eles e elas podem ser você, eu ou nós.
Gosto quando os pronomes dançam e a gente não sabe quem é quem.
Seria muito fácil chamá-los de Larissa, José, João e Raimunda. Ou até quem sabe evocar nomes de antigas memórias.
Mas sem eles, sem nomes, eles vivem pra sempre. Pra sempre com momento certo pra acabar: ao fim do texto.
Eles não tem nome porque não precisam. São bem mais que Marias e Joãos. Ou bem menos, nunca soube a diferença.

Thiago Dantas às 4:04 PM

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Sábado, Agosto 23, 2008


Sempre fui apaixonado por aquele aparelhinho recheado de imagens. Durante muito tempo me dirigi a ele como "aquele que sabe de tudo". Minha fascinação pode ser explicada por Freud, opa, brinks, se bem que... Bem, se bem que fui criado por ela e devo muito do que sei e o que sou a essa máquina.

Assistia TV Colosso; Glub Glub; O Mundo de Beckman; Cavalo de Fogo; Icky The Cat; Caça Talentos; Angel-Mix; Caverna do Dragão; Thunder Cats; Castelo Ratimbum; Rá-tim-bum!; Capitão Planeta; A Justiceira; Piores Clipes do Mundo; Menina Veneno; Disk Mtv; Coração de Estudante; Vamp; Era Uma Vez; Uga-Uga; Celebridade; BBB; Casos de Família; Os Normais; Garotas do Programa; Os Aspones e tanta coisa.

Acho que é ingênuidade de criança pensar que os pais (no meu caso a tv) sabem de tudo. Quando fiquei um pouco maior, descobri que o Google é que sabe de tudo.

Aí a tv pifou, fiquei semanas sem ela e ela voltou. Acelerei a história e resolvi postar.
O que tô querendo dizer é que a vida sem tv não é a mesma coisa. Mas antes viver sem ela do que sem internet, meu novo vício. ;D

Thiago Dantas às 11:32 AM

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Sábado, Agosto 16, 2008


Mergulhou de olhos fechados e não os abriu por nem um segundo. Tinha medo de que se mantivesse os olhos abertos a água a inundaria por dentro, preenchendo cada milímetro de seu corpo, lentamente.

Ela sabia que isso nunca não aconteceria, aliás, se fosse acontecer, seria bem mais fácil que se afogasse pela boca, orelhas ou nariz. Contudo, a preocupação, a quase obsessão, eram os olhos. E por não saber explicar seus medos a ninguém não dizia nada. Certamente, alguém falaria algo do tipo: "qual a graça de mergulhar e não ver nada?", ou ainda algo pior; "tanta coisa pra se temer e você tem medo disso?". Ser motivo de piada não era uma possibilidade.

Como fazer os outros entenderem que o que ela gostava mesmo era se sentir imersa? Para ela a coisa toda era bem simples. Não precisava abrir os olhos pra ver nada, ela via por dentro e isso bastava.

Thiago Dantas às 11:05 AM

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Quarta-feira, Agosto 13, 2008


Houve um tempo, há muuuuuito tempo, que eu colocava títulos nos posts. Desde que voltei não tenho feito e mesmo este sendo um post atípico [adoro tanto essa palavra!] nem coloquei título [odeio rimar], embora tenha ficado tentado a lançar algo como "aleatoriedades" ou algo do tipo. Aliás, adoro muito essa palavra. A-L-E-A-T-O-R-I-E-D-A-D-E. A língua até dança no céu da boca.

Melhor eu parar com as divagações estúpidas e falar logo o que vim dizer. Se bem se eu tivesse nomeado esse post com a palavra bonita ali de cima ele seria exatamente isso: um punhado de palavras dizendo nada. E quer saber? Essa é a melhor coisa que posso fazer! Porque, caras, isso aqui é um blog. E como tal ele deve acompanhar minha vida nada interessante e tudo que não acontece com ela. Falando nisso, vou fazer um resumo dos últimos e futuros acontecimentos. Ontem as aulas re-começaram. Estudo Publicidade e Propaganda, tô no quarto semestre e sempre acho que as frases devem ser formadas por 3 coisas quando há vírgula. Não fui. Assim como não fui hoje. Se tivesse ido, provavelmente estaria olhando o relógio e contando os segundos pra aula terminar. E amanhã não vou de novo. Nem depois e depois. No segundo depois, sexta, vou em uma entrevista pra trabalhar num departamento inexistente de uma empresa. E depois vem sábado, domingo e segunda. Ah! Segunda! Sabe quando você espera MUITO por um dia? Eu espero por segunda. É a bienal dos livros. Embora eu goste muito de livros, o principal atrativo da bienal é outro. E pensar sobre traz uma calma tremenda. Felicidade instantânea, sabe? Coisa boa de se sentir. Então eu tô esperando. E esperando basicamente. Meus dias [pra não dizer minha vida] é uma espera que só. Mas quer saber? Só de pensar no que vem depois tudo melhora. Sei que existe aquele papo do "viva cada instante como se fosse o último" e aquele blá blá blá todo, mas sinceramente o agora tá um tédio. É, tô vivendo esse tédio. É, eu sei que já comecei vááárias frases assim. É, eu sei que é um saco ler e que fica cansativo. Mas assim é a vida: chata e cansativa. E maravilhosa também.

Demorei pra postar. Aproveitando o tom totalmente idiossincrático gostaria de justificar-me por isso [como se alguém se importante/tivesse notado!]... Primeiro eu pensei em deixar o post aí debaixo por bastante tempo porque eu realmente gostei dele. E sabe, eu gostar de alguma coisa que escrevi é raro... Depois, eu fiz uma promessa a minha menina dizendo que o próximo post seria pra explicar algo que ela tinha dito. No final das contas, nem soube escrever. O que ela disse? Disse que tinha pensado numa coisa muito nada a ver; e que essa coisa nada a ver era que estava com saudades de uma pessoa. Mas ora, pensando bem agora que bobeira a minha querer explicar o que não se explica. Porque saudade é assim, a gente só gente. Como eu tô sentindo agora. Chega logo, segunda!

Thiago Dantas às 10:18 PM

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Quarta-feira, Agosto 06, 2008


Finalmente o dia tinha chegado.
Depois de um mês todo arquitetando surpresas e risos, casualidades e sorrisos e presentes e olhares, Rafael poderia dizer com todas as letras que estava pronto, e nada, nada poderia atrapalhá-lo.

De manhã vestiu um jeans e colocou um casaco. Fazia frio, bastante frio. Mas a esperança de possibilidades maravilhosas era tão gigante dentro dele que ao invés de enxergar uma manhã cinza e sem graça acreditou cegamente que tudo poderia ser verdade. Apressou o café e saiu enquanto ainda comia um chocolate. Consultava de dois em três minutos o relógio. Não podia se atrasar de jeito nenhum. Mesmo com os passos rápidos e quase tropeçando ele pensava que de todas às vezes que tinha feito aquele caminho, nenhuma era como aquela, nenhuma tinha tanto importância assim. E mesmo com os braços tulmutuados de pacotes ele sabia que nada, nadinha, seria impecilho na hora do abraço, na hora do beijo, na hora mais importante de todas as horas.

Em dado momento as pessoas da rua continuaram a andar, todas com a lerdeza ou pressa habitual e Rafael parou. Simplesmente parou, ali, no meio de lugar nenhum. De sua boca saia o ar frio, quase congelante da manhã mais linda de todas. De seus olhos saia esperança e ansiedade num misto tão intenso que era díficil distinguir a emoção predominante daquele instante. Então ele esperou. Esperou. Esperou. Esperou. E ela não apareceu.

Talvez amanhã.

Thiago Dantas às 11:22 AM

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Sexta-feira, Agosto 01, 2008


Hoje eu acordei exatamente às 10:10. Sei disso porque a primeira coisa que fiz foi olhar o relógio do celular. Aí sorri. Comecei o dia pensando em você. Duas vezes. A primeira foi quando eu fui dormir, acho que eram quase duas horas e agosto tinha acabado de começar.
Não sei exatamente o porque do pensamento parar em você. Pensando bem, é sempre assim. Ele simplesmente vai. Quisera eu ir a seu encontro com tanta facilidade assim, meu amor.

Thiago Dantas às 8:10 PM

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