Thiago Dantas
São Paulo
18 anos


cinema + músicas + shows + risadas + menina branquinha de cabelo cacheado + vermelho + escrever + beijo + parque + praia + mar + baleias + fotos + família + amigos + sorvete de flocos + laranja + danette + papel + cartas + livros + casa + sol + falsidade + silêncio + gente + barulho + revolução + liberdade + sonhos + rua + planos + surpresas + sucos naturais + pastel + chuva + massinha + ping-pong + falar + estilo + circo + possibilidades.

fanatismo - mediocridade - hipocrisia - burrice - óbvio - tédio - deslealdade - estilinhos pré-impostos - ostentação - guerra - espertalhões - depressivos - nacionalismo - gente efusiva demais - redundância - gente - xenofobia - silêncio - telefone - oportunistas - interesseiros - política internacional americana - sabe-tudismo.

gwen stefani + john lennon + claire colburn + patrícia hearst + che guevara + clementine kruczynski + patrick + laura prudente da costa + quentin tarantino + renato russo + amelie poulin + fernando anitelli + cássia eller + juliette lewis + joel barish + bailey + michael moore + madonna + bob marley + jorge furtado + adriana falcão + quincy jones + julia stiles + ryan adams + zinedine zidane + kate winslet + carina round + james dean + sophia reis + pj harvey + joão falcão + clarisse lispector + ricardo f. cruz + robert de niro + eva green + jeff buckley.

bruta flor + smilez + reticente + the.way.things.are + super trunfo + grenouilles + reciprocidade + ainda viro gente + hopesfall + nerd-o-rama + apaixonite aguda + des-continu[a]ida-de + ranchocarne + ...so watch as i start to smile + na dúvida, siga em frente + a princesa descabelada + eu não sei falar + montauk station.



just no doubt + blogger + haloscan + photo filtre.


Sábado, Dezembro 30, 2006

O Título Desse Post Seria A Data de Hoje


Mas o Blogger já coloca a data antes do post. Então pra que ser redundante?


Agora são exatamente 10:17h..
Amanhã é o último dia do ano e percebi que ainda não tinha me dado conta disso. É claro que eu não perdi a noção da realidade, aliás eu venho me preparando pro fim [uau! que dramático!] desde outubro. É, tô falando sério. Em outubro todo o dia que eu ia pra escola por exemplo eu ficava contando quantos mais teriam. 20, 19, 17, 5, 4, 2, 1. Acabou pra sempre e até agora eu nem senti falta. Pode parecer muuuuito natural, mas acredite; se tratando de mim isso é muito estranho. Embora eu me adapte bem a mudanças eu sempre sinto muita falta das coisas e pessoas. Muita mesmo. Dessa vez, eu terminei o ano lá na escola em paz com todo mundo. Falando, rindo, fazendo bobagens. E a certeza que eu levaria aquelas pessoas comigo pra sempre. Não, não. Eu juro que não perdi a noção da realidade. É claro que eu sei que vai ser quase impossível a gente se ver sempre. Todo mundo vai estar ocupado demais com suas vidinhas e afazeres. Mas eu tô falando daquela certeza de poder contar com a pessoa quando você tiver mal, poder ligar ou escrever pra contar e saber das notícias, torcer de longe - quando não for possível perto - pra cada vitória pessoal que a pessoa conseguir... sei lá, tanta coisa. Digam o que disserem, eu sei que não é bobagem. Querem uma prova? Ok, eu dou uma prova. Das outras vezes - por exemplo, quando eu acabei o ginásio -, por mais que eu gostasse de todo mundo eu sabia lá no fundo que nada ia ser a mesma coisa. O íncrivel é que isso não afetou a maneira de encarar as mudanças. Doeu tanto ver gente se perdendo - de mim e de si mesmos - e foi tão díficil simplesmente não ver mais certos alguéns. Fico pensando se daqui a uns meses eu vou ver que tô completamente errado na minha certeza de que dessa vez é diferente. As vezes eu acho que não senti nada porque aconteceram muitas coisas que me impediram de pensar em tudo e em todos. Como os grandes problemas que pintaram aqui em casa a uns meses ou mesmo meu primo pequeno ocupando tempo e tal. Tipo, tenho medo de que quando acabe essa agitação toda - e eu sei que vai acabar - eu fique perdido.
Natal passou. Sabe que nem senti nada? Nem raiva - o que ocasionalmente acontece com frequencia xD~ -, nem alegria, nem nada. Passou e foi tão... comum. Acho que ninguém se permitiu ficar feliz em respeito a tudo que aconteceu. Todo mundo em casa, menos um. Teve churrasco, teve barulho... mas faltou alguma coisa. O triste é saber exatamente o que não estava lá. Passei a noite vendo séries no pc com minha mãe. Tô viciado em Grey's Anatomy, agora finalmente entendo o porque de toooodo mundo falar tanto! Perto da meia noite eu sai na rua, vi os fogos, abracei todo mundo... fiquei na rua e voltei. Ah, antes disso, bem antes, teve a ceia. É, ainda fizeram ceia. Ok, ok. Sem detalhes. Não é evasão - viu Mariana! - [íncrivel, como se você lêsse isso aqui \o\ huasuhasuhsa] é que ... bem, não preciso dizer tudo. Fato é que o Natal passou e nem percebi. Não tive expectativas, o dia começou de um jeito comum e terminou meio ressacado. E o Ano Novo tá aí. Lembro que logo no ínicio de dezembro do ano passado eu já confabulava mil planos e metas pra por em ação em 2006. Tava tão ansioso! Aliás, eu lembro que nos primeiros posts de janeiro eu escrevia direto sobre isso. Sobre o que eu faria com "meu ano novinho"... e o que eu fiz? Ah, tanta coisa. Se bem que a maioria das coisas se fizeram por si só.
No começo eu tava com aquela vontade, aquela garra de fazer tudo diferente. Eu sabia desde o começo que aquele era meu último ano a toa. Quantas vezes mais eu poderia ficar deitado no chão ouvindo música ou passar horas e horas em frente ao pc? Então me dei por inteiro a cada coisa que fiz. A começar pelas aulas de espanhol. Era um curso intensivo, umas 3 horas de aula todo dia. Aprendi TANTO! E olha que nem tô falando do idioma - hohoho! -. Depois disso teve a escola. Escola. A intimidade de todo mundo já era tão grande que era realmente divertido ir até lá. O tempo foi passando, passando... e passando. E os problemas daqui de casa, por mais que eu queresse - algo me diz que essa palavra não existe - acabaram afetando - e estragando - tudo. Aliás, quase estragando. Foi ai que vi o qüão sólidas eram as relações que construi. Foi bom, foi bom.
Fui no show do Pato Fu! Cara, o melhor show da minha vida. Vi a Fernandinha de pertinho, fiquei bem na frente do palco - pra ser preciso, na frente dela -! Também fui naquele show do RBD no começo do ano. Hahaha, quase morri e nem sabia. Foi divertido aquele dia também. Ay, caramba. Agora que vi o tanto que escrevi. Engraçado, esse ano tinha tudo pra ter sido péssimo. Aconteceu tanta coisa ruim que se fosse em outros tempos eu acho que teria caido. Agora tô aqui, inteiro, sem nenhum traço de tristeza ou nada do tipo. Muito bom pesar o que aconteceu esse ano e ver que as coisas boas ... é, talvez elas tenham acontecido em menor quantidade. Então vou reformular. Muito bom pesar o que aconteceu esse ano e ver que as coisas ruins - que não foram poucas - não me deixaram no chão. Acho que isso se deve muito a algumas pessoas MARAVILHOSAS que me deram muita força quando precisei.
Pra não virar um discurso do Oscar eu vou parar por aqui. Obrigado de verdade a vocês - 80% nem lê isso, mas isso não importa, importa? x) -. Tô escrevendo exatamente a meia hora. É, fazia tempo que eu não fazia isso... escrever o que eu penso. Ai tem aquela história de que eu penso muito mais que escrevo... mas quer saber? É bobagem. Descobri que quando eu me concentro eu penso na mesma velocidade que escrevo. É assustador isso, mas bem... eu não deixo escapar nada. Pode parecer banal, talvez até seja, mas daqui a um ano ou dois quando eu re-ler isso - se eu reler isso - eu tenho certeza que vou entender tudo que escrevi e lembrar de como me sentia hoje. Eu, eu, eu, me, mim. Argh, essa parada de ego tá começando a me irritar. Ontem eu li na Rolling Stone #2 uma resenha de um livro que falava de um zine que revelou Clara Averbuck, seja lá como se escreve o nome dela. Dizia que no zine os textos eram baseados no ego. Eu, eu, eu. Nossa, falando em texto, lembrei do convite tentador que a Karla e a Luciana fizeram pra mim. A gente nunca mais falou sobre isso, mas eu acredito que a gente vai poder publicar sim nosso livro esse ano. E como a Karla e a Mariana disseram "será uma lembrança linda". Essa idéia, ou melhor, esse plano foi uma das coisas mais legais que aconteceu aqui. Acho que o convite rolou quando eu tava passando por um momento difícil. Ah, como vai parecer piegas o que vou dizer mas... vocês me deram algo pra acreditar. Eu acredito.
Olha só, cortando drásticamente o assunto mais uma vez... dia desses eu li num perfil do Orkut algo como "Eu sou daquelas que não acreditam". Ai eu escrevi "Em?" no scrapbook. Depois, quando ela me perguntou "Em???" sem entender nada, eu voltei no perfil e reli a frase. Não tava incompleta. Era exatamente isso. Acho triste. Gosto tanto dela. Muito. Uma rock-star. =´| Okay, esqueçam esse parágrafo. Não fez nenhum sentido, eu sei. Esse é o problema em escrever pensamentos. As vezes, eles só fazem sentido pra gente.
Começou a tocar Breaking Free do High School Musical. Me matem; mas acho o filme tão legal! x) Tá legal, eu não queria falar disso. 2007, uau. 2007. Contei por aqui que ganhei uma bolsa pra fazer facul ano que vem? Na segunda semana do ano novo tô indo lá me matricular. Loooonge. O curso? Publicidade e Propaganda. Amo a idéia de manipular os outros através de mensagens e estimulos visuais. Ok, re-formulando - antes que me prendam! husauhsauhsa -... Amo a idéia de me comunicar diretamente com as pessoas através de mensagens diretas. Lembro do tempo que eu via tv por causa dos comerciais. Até hoje eu presto mais atenção neles que nos programas. Sem falar na mídia impressa ou radiofônica. Eu realmente gosto disso. Mas... mas eu acho que no meio do ano vou tentar mudar de curso, dependendo do fluxo das coisas. Queria mesmo ser jornalista. A idéia é a mesma: falar com as pessoas. Mas c'mon, uma abordagem totalmente diferente. Entretanto vale lembrar que eu não quero ser repórter eu trabalhar com jornalismo-notícia. Assim como não quero ser publicitário e trabalhar com isso. Estranho né?
Uma coisa que eu notei esse ano é que a maioria dos meus amigos estava bem centrada em vestibular e faculdade. Respiravam isso. Sempre achei besteira isso. Não, não. Pra mim não funciona. Não quis dedicar meu tempo pra algo que eu nem sabia se queria mesmo. Então não estudei, nem fiz vestibulares. Eu acredito que faculdade - e mais tarde trabalho - deve ser apenas um complemento. Eu NÃO QUERO viver em função do meu trabalho ou sofrer por causa de faculdade e tudo mais. Sei lá, acho muito sem sentido esquecer o presente pra poder viver bem no futuro. Tudo que eu vou fazer e faço é por realização pessoal. Porque eu gosto. Talvez, daqui a uns... 2 ou 3 anos eu engula cada palavra dessa. Mas ... me deixa ser "ingênuo" até onde der. Eu tô feliz assim.
Uau, EU TÔ FELIZ! E tô pronto pra 2007. Trabalhar, estudar e me divertir. Hahaha. Tô até vendo como corrido serão meus dias. Mas quer saber? Não vejo a hora. Eu não vejo a hora. =D
Bom, como não pretendo voltar a postar tãooo cedo um ÓTIMO ano novo pra todo mundo... é isso. x)

ps: eu definitivamente não vou reler isso pra corrigir erros de digitação/gramáticais. então ignorem.
ps2: não sei porque disse isso, afinal... eu nunca leio. =X huuhuhhuhuhuuhuh
ps3: agora são exatamente 11.06h. acho que escrevi demais.
ps4: lembrei de uma coisa que odiei. uma vez eu postei aqui uma das coisas mais legalzinhas de todas que já postei e inclui uns ps's. fato é que o povo que comentou comentou dos ps's e deixaram o texto passar. as if! e a bagaça nem era grande. que ódio que me deu.
ps5: também lembrei de um blog velho que eu tinha. nossa, a cada post eu fazia uns 5, 6, 10 ps's.
ps6: é, chega. feliz ano novo, de novo! x)

música + o que eu procurava + banda + ludov

Thiago Dantas às 11:10 AM

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Terça-feira, Dezembro 26, 2006

Muito Feliz



O movimento na casa de Flora começou cedo.
Acordou com as conversas exaltadas que voavam da sala até seu quarto. Colocou lentamente suas pantufas e caminhou até o banheiro.
"É hoje."
O bom dia que ela desejou a todos foi tão sincero e feliz que Carlos ficou sem jeito. Flora se jogou no sofá e ficou atenta aos planos. Logo foi incubida de cuidar das sobremesas. Não podia ser mais perfeito.

Carlos andava irritado por toda aquela semana. Quando recebeu a notícia que passaria o Natal com os primos tentou de todo jeito dissuadir seus pais a irem. Em vão.
E lá estava ele, no meio daquela gente estranhamente familiar, planejando uma data que ele nem acreditava. Era tudo muito falso; desde a invenção do dia até aqueles sorrisos e gentilezas. Murmurou pra si que odiava tudo aquilo, todos aqueles. Até que viu Flora. O "bom dia" dado pela moça foi tão sincero e feliz que foi inevitável sorrir. Nada podia ser pior.

A casa cheia, o barulho das crianças, a bagunça da cozinha... Flora adorava tudo isso. Essa era a única chance que tinha de ver todos que amava juntos.
Carlos continuava indiferente. Parecia entediado, cansado ... até irritado. Flora ao perceber isso pediu ajuda do primo e lhe deu uma concha do doce que preparava.

- Bom, muito bom, bom, bom?!
- ... É, tá legal.
- Só legal? Ah, você tem que melhorar seus elogios...

Flora ria, explicitamente feliz. Nada podia estragar seu dia. Carlos continuava se sentindo mal perto dela, tanto que não conseguia sequer encará-la.

Quase meia noite. Todos já estavam no terraço esperando o ínicio dos fogos. Todos menos alguém.
Quando Carlos notou que a única pessoa que tornava aquele sacrilégio suportável não estava mais presente saiu a sua procura.
Ele não esperava encontrá-la como encontrou. Jogada num canto, Flora chorava.

Os fogos explodiam no céu. Os garotos, mesmo dentro da casa, ouviram as risadas e os votos de felicidades.
Sem dizer nada, Carlos sentou ao lado dela e pegou-lhe a mão. Ficaram quietos por um tempo e voltaram ao terraço. Antes de chegarem, porém, Carlos parou e disse "Feliz Natal". Era a primeira vez que desejava aquilo de verdade. Foi a primeira vez que se sentiu feliz naquela data.
Flora riu.

"É, muito feliz".

música + nevermind me + cantora + maria mena

Thiago Dantas às 11:38 AM

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Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

E Eles Viveram



Clarissa e Roberto se amavam muito.
Existia no entanto a questão do tempo e do espaço.
Roberto nunca tinha tempo.
Clarissa queria espaço.

Decidiram então que seriam mais felizes separados.

Clarissa não soube o que fazer com tanto espaço.
Roberto finalmente arranjara tempo. Mas sem Clarissa, não tinha a mínima graça.

Não viveram felizes pra sempre.

música + lovesong + cantora + amiel

Thiago Dantas às 3:26 PM

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Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

Se Tem Uma Coisa Que Eu Odeio



Se tem uma coisa que eu odeio é quando quebram minhas coisas.
Porra, pede emprestado só pra estragar?
Tomanocu,caralho! ¬¬

::..Just Like Tom Thumb's Blues..:: Bob Dylan

Thiago Dantas às 7:39 PM

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Isa!



Tô ficando igual a Isa, e posto e posto num ritmo frenéééético! XD~
Vamos exercitar a comunicação.
Qual o artista mais importate da história musical? õ.O'
Ok, ok... vou dar opções. David Bowie, John Lennon, Madonna, Michael Jackson, Lou Reed, Chico Buarque ou quem?

::..Seven Nation Army..:: White Stripes

Thiago Dantas às 1:00 PM

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Esqueci



Sabe uma coisa muito chata?
Quando você fala coisas importantes de verdade pra você e ninguém dá a mínima.
Dependendo da pessoa, até dói.

::..Tudo Vale A Pena..:: Fernanda Abreu e Mart'nália

Thiago Dantas às 12:56 PM

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Vontades



Quando eu estava na quinta série a professora de português mandou ler um livro, "A Bolsa Amarela".
O livro contava a história de uma menina que tinha três grandes vontades e guardava todas elas em uma bolsa amarela.
Na verdade, isso aí que eu disse não tem nada a ver com o post. Pensei em listar as coisas que lembro que pensei em postar aqui e nunca postei.
Só pra ficar nos recentes, eu queria falar de filmes. O Albergue, Zuzu Angel, Piratas do Caribe 3 e sei lá mais qual. Quis falar sobre cds, tipo o novo da Gwen, o de natal da Aimee Mann, Stephen Fretwell e até Bob Dylan. Ah, e tinha também as histórias. Tem um post aí embaixo que eu gostei tanto de ter escrito. "Mais Que Palavras". Eu iria contar a história toda, inteirinha e tal. Mas parei por ali. Outro que ainda tinha mais uma parte era sobre aquela coisa dos contos de outubro... Uma coisa também que eu queria muito pôr aqui era uma história que se chama "3 Chances", mas desisti porque era grande DEMAIS. Já quis escrever sobre atualidades e coisas bem "comuns". Por exemplo, a mulherzinha que foi acusada de colocar cocaína na mamadeira da filha ou descrever sensações.
São tantas coisas que vão ficando no caminho. Eu acredito que vontade não passa, se mata. O engraçado é que isso é uma coisa bem furada. Quer dizer, as vontades estão lá [?], mas falta alguma coisa. Normalmente tudo vai ficando porque eu simplesmente ESQUEÇO de fazer as coisas. Mas falar sobre neuras e problemas "desse tipo" é besteira.
Uma vez eu li que um autor aí escrevia do jeito que escrevia porque só escrevia. Não tenho a mínima pretensão [pretenção?] de escrever bem ou algo do tipo, acontece que eu queria tanto "traduzir" pensamentos em palavras. Díficil demais. Ah, sabe aquela história do "a gente fala porque pensa ou a gente pensa porque fala"? Então, todo mundo sabe que a resposta é a segunda opção. O que é muito estranho, já que eu penso mais do que falo. Alguém tá lendo isso? Digo, tá conseguindo entender? Aposto que não.
Hoje acordei com "Jorge de Copadócia" na cabeça. É mesmo uma música MUITO legal...
Ontem o Thiago Peres me disse "e aí, já tá pensando no novo blog?" E eu disse "huhuhu comecei essa semana, mas como você sabe que eu vou fazer um novo blog?" E ele disse: "porque você todo ano faz isso." Ele disse que era medo de relacionamento, que eu tratava blogs como as mulheres, usava e depois jogava fora. Mas eu não faço isso, sério! Hahaha, ele é insano. (:
Passei de ano. Passei, passei, passei. Tô com uma vontade de ler. Jogar vídeo game e ir pra praia. Tô cansado também. Imagine um final aqui.

::..Jorge de Copadócia..:: Fernanda Abreu

Thiago Dantas às 12:55 PM

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Terça-feira, Dezembro 12, 2006

E Não É Que É?!



Bomba de cholate: R$:XX,XX.
Carolinas: R$XX,XX.
Brincar no parquinho: não tem preço.
Existem coisas na vida que o dinheiro não compra. Para todas as outras existe XXXXXX! Haha!
Parabéns, safada!

::..Infinito Particular..:: Marisa Monte

Thiago Dantas às 12:45 PM

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Sábado, Dezembro 09, 2006

Cereja



Eu já quis engolir o mundo, viver sobre minhas regras e ter minha casa. Sair de noite e talvez não voltar, morar com você em Londres, jogar bolinhas nos faróis e fugir com o circo. Voltar pra casa, ser recebido com abraços ou só ser recebido. Deitar na grama, tirar fotos do céu. Dos céus. Tailândia, Nova Zelândia, Rio Grande do Norte, Quênia, Japão, França, Brasília e São Paulo. Sentir o cheiro dos lugares, experimentar sabores e poder partir a qualquer hora. Ter um motivo pra ficar.
Deixar o cabelo crescer, raspar a cabeça, comprar roupas ou jogá-las no lixo. Andar de ônibus, voar. Sentir o vento, fazer rapel, conhecer cachoeiras e olhar os peixes.
Dedicar tempo, talvez alguns anos, a coisas realmente boas. Cuidar de pessoas, deixar que cuidem de mim. Dormir no chão, na terra, em colchões d'água.
Acabar as histórias velhas, começar a viver coisas novas. Dançar por dois dias sem parar, beber screwdrivers e talvez tomar LSD. Descobrir um lugar que venda a melhor bomba de chocolate do mundo, ter um aquário e tirar fotos de coalas. Fazer besteiras, pular de olhos fechados e brincar em balanças. Gritar quando eu quiser, pisar no mar, andar de barco. Ficar cara a cara com tubarões, baleias e estrelas do mar. Passar fome, acampar e ouvir músicas no parque. Andar de bicicleta, correr e salvar o mundo. Salvar o mundo. Me salvar. Descobrir que as coisas são maiores e que fazem sentido. Fechar os olhos pros planos dos destinos e me desprender das palavras que traçaram pra mim. Acordar. Criar versões, me permitir, dizer sim. Sempre sim. Viver de brisa, trabalhar, talvez pedir esmola. Visitar museus, parques e assumir compromissos. Compromissos. Mudar a direção dos planos a qualquer momento, me colocar em segundo, terceiro, décimo plano diante de necessidades maiores. Esquecer de buscar a felicidade e simplesmente ser feliz. Chorar também porque faz parte. Abrir mão da vida por uma vida de verdade.

::..Kids With Guns..:: Gorillaz e Neneh Cherry

Thiago Dantas às 3:49 PM

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Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

Mais Que Palavras



Ela era linda.
Me apaixonei pela menina branquinha de cabelos chacheados antes mesmo de vê-la. E depois que a vi só restou a certeza do que eu já sabia.
Tudo começou quando achei um fichário jogado num canto do colégio. Não tinha nome, sala ou nada que pudesse me levar a seu dono. "Sua dona", presumi. Embora aparentassem certa rebeldia, a delicadeza sutil se fazia presente no traço fino dos versos rabiscados na capa. Dentro só folhas e folhas escritas a tinta negra.
Pra minha surpresa não era nada referente a escola... eram escritos, jóia-rara. Naquele momento a idéia de deixar o fichário na sessão de achados e perdidos não existia mais. Quis saber o conteúdo de tudo aquilo, quis sentir toda intensidade. Guardei dentro da minha mochila e fui pra casa.
As linhas pareciam ter vida própria. Eram tão bem colocadas que me fizeram enxergar tudo que diziam com olhos que não eram os meus.
Era inteligente. Apaixonada. Tímida. Talvez taciurna. Dentre todos os adjetivos a coisa que mais me impressionou era o modo como ela encarava as coisas.
Adormeci com as palavras dela ecoando na minha cabeça. Acordei atrasado.
Coloquei rapidamente o fichário na mochila e corri pra aula. Aquele era meu terceiro atraso consecutivo, detenção na certa. Enquanto esperava saber o tamanho do castigo peguei o fichário e comecei a ler novamente os textos da garota desconhecida. Estava tão imerso naquele universo que só fui notar que me observavam quando ouvi o diretor chamar meu nome.
Não lembro direito o que houve depois. Só lembro do diretor me puxando pelo braço e de minha mochila ficar presa no pé da cadeira. Quando tentei soltá-la a garota que observava toda cena olhou diretamente nos meus olhos.
"É meu." Foi tudo que pude ouvir antes de ser levado a sala do diretor.

::..Drive In..:: Jon Brion

Thiago Dantas às 1:43 PM

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Domingo, Dezembro 03, 2006

Quais Foram As Músicas de 2006?



Apostando na idéia de que alguém ainda lê isso daqui, lanço a pergunta: quais foram as músicas de 2006?
Não tô falando das MELHORES, e sim daquelas que... daquelas que marcaram o ano independente de motivos.
Alguém me ajuda a montar uma lista?
Humm... as regras são bem simples; vale citar qualquer música que tenha sido lançada como single entre 1º de dezembro de 2005 até agora. Tanto faz se a música é boa ou ruim, se é pop ou underground... o que vale é se ela marcou.
Fácinho né?!
Então alguém quiser brincar, é só escrever nos comentários!
Hohoho...

::..Wild Horses..:: Rolling Stones

Thiago Dantas às 5:40 PM

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Sexta-feira, Dezembro 01, 2006

Sexta-feira.



Quinta-feira.
Donato cutucava seu nariz na quinta-feira.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que cutucava seu nariz na quinta-feira.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que pensava na vida enquanto cutucava seu nariz na quinta-feira.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que pensava na vida e em todos os amores que por ela passaram, enquanto cutucava seu nariz na quinta-feira.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que pensava na vida e em todos os amores que por ela passaram , especialmente em Madalena, a filha recatada de seus ex-vizinhos espanhóis.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que pensava na vida e em todos os amores que por ela passaram, especialmente em Madalena, a filha recatada de seus ex-vizinhos espanhóis que não permitiram que o namoro acontecesse há mais de 60 anos atrás.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que fugiu de casa quando tinha 17 anos pra poder viver pra sempre com a mulher que amava; Madalena, a filha recatada de seus ex-vizinhos espanhóis que não permitiram que o namoro acontecesse há mais de 60 anos atrás.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que fugiu de casa quando tinha 17 anos pra poder viver pra sempre com Madalena, a mulher que amava. Porém, os pais de Madalena eram contra a união deles e mandou o delegado trazê-los de volta.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que lembrava dos dias que passou junto a mulher que amava, Madelena.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que sofria do coração.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que teve seu coração partido por Genésio, o delegado da cidade em que vivia antes de decidir fugir com Madalena e ser feliz pra sempre.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que teve seu coração partido por Genésio, o delegado, quando este atirou em sua direção e Madalena se atirou para salvar-lhe a vida.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que teve seu coração partido por 2 balas, o coração de Madalena, que lhe foi dado como prova de amor eterno numa quinta-feira de Sol.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que passou 22 anos preso injustamente por um crime.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que cutucava seu nariz numa quinta-feira.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que tinha perdido sua juventude, sua vida e seu amor, numa quinta-feira.

Quinta-feira.
Donato era um velho senhor que tinha uma vida vazia.

Quinta-feira.
Donato era um velho que não despertava atenção ou interesse em ninguém.

Quinta-feira.
Donato era um velho que sofria do coração, e numa quinta-feira, teve um ataque fatal.

Ninguém notou que o velho que sentava todas as quinta-feiras na sacada do azilo não sentava mais. Uma vez perguntaram sobre ele.
"Quem? Aquele velho que cutucava o nariz? Morreu, e já foi tarde! Argh, ele me dava nojo. Aposto que passou a vida inteira daquele jeito, sozinho. Que Deus me perdoe... sei que é pecado falar dos mortos, mas aquele velho me dava asco. Aí."


::..Lovesong..:: Amiel

Thiago Dantas às 5:28 PM

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