# Thiago Dantas é estudante do terceiro ano do ensino médio, mora em São São Paulo e tem uma relação de amor e ódio com a humanidade porque mesmo vendo tudo que vê todos os dias, ainda acredita que as coisas podem melhorar.
Sonha em viver do que escreve, gosta de sorrisos, de falar, sair, ver filmes, ouvir música e conhecer coisas novas.
Com um humor instável, tem dificuldade em fazer coisas simples. Não é muito inteligente, nem muito bonito, nem muito nada. Mas dizem as boas línguas que ele é legal. As vezes soa patético, outrora sarcástico demais, mas na maioria do tempo prefere parecer idiota pois acha que assim nunca se decepcionarão. Não que ele viva querendo corresponder expectativas, ao contrário, ele gosta mesmo é de fazer o que quer... só que ele sabe que nem sempre o que quer é o que precisa.
Consciênte e com uma visão formada do mundo [que muda a todo momento, mas os príncipios continuam os mesmos], pode-se dizer que Thiago é simplesmente o retrato típico de uma pessoa comum.
E esse blog um mero reflexo dele.

# Karina disse sim é só um nome.
Não é uma declaração de amor, muito menos de amizade.
Ou talvez, e só talvez, bem mais que isso. Mas isso é outra história...

# Agradecimentos especiais a Luciana Brandão pelo template lindo da Emily VanCamp.
Aos grande Blogger pelo espaço e também a Haloscan pelo sistema de comentários.

# Para dizer qualquer coisa basta mandar um e-mail para thiago_dantas_@msn.com, falar pelos comentários, acessar minha página do orkut ou mesmo me adicionar no Menssenger, que por acaso, é o mesmo endereço do meu e-mail.



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Quinta-feira, Agosto 31, 2006

Doce



As vezes tenho um desejo repentino de comer doce.
O que seria normal se eu não fosse tão azedo e olhasse todos os doces com desdém. Um pouco mais que azedo até, talvez amargo.

A vontade me toma de assalto a noite. Naquele momento que já não controlo mais meus pensamentos, a vontade vem.
Fica martelando como os versos daquela música, que de tão doce dá até enjôo.
Pior de tudo é quando a vontade vem e tô sozinho.
Nunca entendi direito essa coisa, mas é como se dissessem: "não resista! um doce na boca e um pouco de pureza no peito."
"Solidão? Que nada! Só tomar um copo de leite quente com chocolate que passa!"
Quando tudo chega a esse nível, me irrito de uma vez!
Molho o dedo num pote de sal e tento expulsar todos os pensamentos que me tentam.
Nada de brigadeiro, sorvete ou chocolate.

É, sou azedo sim, droga!

Mas... mesmo assim, murmuro pra mim mesmo em contra-ponto que trocaria tudo por um doce.
E o único doce que eu queria agora, era apenas um beijinho.
Nada de beijinho de coco ou com açucar, eu queria mesmo um beijinho que dissesse sim.

.White Houses, Vanessa Carlton

Thiago Dantas às 7:50 PM diga sim!.

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Sábado, Agosto 26, 2006

Sim



Não quis perder tempo olhando pro rádio-relógio.
Tentou de todas as maneiras possíveis manter os olhos fechados, sonhar e dormir.
Nada parecia funcionar.
Levantou.
Guiada apenas pela fraca luz que emanava pelos vitrôs da cozinha, conseguiu com dificuldade olhar as horas.
Passava das cinco quando ouviu os primeiros pingos de chuva tocarem o chão.
Uma súbita vontade de abrir a porta e se permitir molhar emergiu com muita força, mas logo se dissipou quando pensou em udo que já tinham lhe dito sobre chuva.
Fechou a porta com pesar e continuou no escuro para não acordar [e consequentemente não ser repreendida por] ninguém.
Outro desejo a tomou por inteiro de repente.
Quis dançar. O querer foi tão ingênuo, que não teve coragem de dizer não pra si mesma.
Andou até o quarto que dividia com a irmã e tateou por entre as gavetas da cômoda seu discman. Voltou a cozinha, já descalça, e ligou o aparelho. Fechou os olhos enquanto cantava em silêncio cada uma das notas que ouvia pelo rádio. Protegida pelo escuro e reprimida pelo silêncio, dançou com uma ávidez jamais vista, e sorrindo sem perceber, pensou que aquela noite-quase-dia era perfeita pra ela, pois finalmente sentia-se viva.
Abriu a porta.
Ao sentir a brisa violenta tocar seu rosto disse baixinho: "Doente? Dane-se!
Dançou na chuva despida de qualquer medo e aproveitou ao máximo toda liberdade que gozava em segredo.
Quando o dia clareou por completo, voltou para dentro da casa e tirou as roupas molhadas e após deixá-las bem escondidas, decidiu que já era hora de dizer sim pra todos seus desejos.

Pronto.
E foi nessa hora que ela se sentiu inteiramente livre.

.That's How I Knew This Story Would Break My Heart, Aimee Mann

Thiago Dantas às 2:11 PM diga sim!.

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Quinta-feira, Agosto 24, 2006

P.



Eu queria ter uma casa.
E poder me ver livre de todo mundo que mora comigo, tendo a certeza que eles ficariam bem.
Ninguém acredita quando digo que tô preso por amarras invisíveis. Eu também não digo isso, só disse uma vez. E não acreditaram. Mas tanto faz.
Eu queria mesmo ter problemas como os de todo mundo. Brigar com meu pai e com minha mãe, ficar trancado num quarto por estar de castigo ou revoltado por não poder ir pra alguma balada e qualquer coisa boba que deixa os outros com raiva, gritando e querendo fugir de casa.
Só que eu não tenho nenhum problema assim. E também, não posso e nem quero fugir.
Uma vida mais normal, faz muita falta as vezes.
Porque tem gente que nasce pra tirar nossa paz de espírito. E nem sabe.

.Don't Speak, No Doubt

Thiago Dantas às 12:08 PM diga sim!.

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Segunda-feira, Agosto 21, 2006

Coincidência



Se esbarraram numa rua do centro e entre desculpas e olhares trocaram sorrisos.
Por uma grande coincidência andaram na mesma direção, e continuaram andando assim por vários metros.
Os passos de Adriana tiveram seu ritmo acelerado durante alguns segundos até que foram freados bruscamente, surpreendendo Renato.
O que é, tá me seguindo? - a moça disse com um olhar duro, quebrado a penas pela risada que não conteve ao ver a cara de Renato.
O riso logo tomou conta dos dois, e depois da completa satisfação de ambos, cedeu lugar a palavras doces e ácidas.
Conversaram por quase a tarde toda, em um café tão simplório que chegava a contrar diretamente com a expressão dos dois rostos, tão estimulantes.
No final da tarde, porém, precisavam ir embora.
Sem trocar endereços, telefones ou um mero "adeus", despediram-se como conheceram-se; sorrindo.
Já seguiam rumos opostos quando o garoto de olhos escuros não resistiu e se virou.
E antes de qualquer palavra, a jovem ruiva também tinha se virado.
A feliz coincidência provocou mais risos, até que sumiram e deram espaço pra uma frase temerosa;
"-Não vamos nos ver de novo?
- Quem sabe? Se você crê na sorte, confie nela..."

Adriana se virou e desceu as escadas do metrô mordendo os lábios, enquanto Renato continuou átono pensando nas palavras da garota.
Ficou parado por um tempo, pensando se deveria acreditar ou não nessa coisa de sorte.
Temeu ter esgotado a cota. Uma, duas, três lances de sorte no mesmo dia já era demais.
Quase conformado por perde-la, voltou pra vida real e seguiu seu caminho.

No entando, no dia seguinte, Renato esbarrou numa menina de saia vinho.
E o som do riso dela foi tão estridente e gostoso que sufocou a única coisa que o garoto quis dizer naquela hora.
"Sorte? É, eu acredito.

.Life Is Wonderful, Jason Mraz

Thiago Dantas às 8:31 PM diga sim!.

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Sábado, Agosto 19, 2006

E É Só Porque...



Hoje eu ia postar um texto, sabe, daqueles tipos todos iguais.
Que eu contaria a história de alguma "ela" ou de algum "ele", com um final feliz ou nem tanto assim...
Bah, um texto, como todos os outros que venho postando por aqui.
Mas ia ser muito sem noção eu continuar postando normalmente, já que teve gente que acha que eu... desisti daqui.
Então, tô escrevendo isso só pra deixar umas coisas bem claras.

A primeira, é que eu não desisti daqui não. Nossa, já fiz tanta coisa pra postar aqui e já postei tanta coisa importante [pra mim mesmo, sabe?] que seria meio idiota demais jogar tudo pro alto. Aliás, eu não disse que ia acabar com isso aqui não. Pode ler aí no post debaixo. Cansei só de... ah, daqui a pouco falo disso. Mas então, acho que eu só aniquilo blogs que sejam "relativamente bem-sucedidos", o que não é o caso desse... XD~

A outra coisa [sim, quando eu disse que ia esclarecer umas coisas, eram só duas mesmo] é que eu não tô desistindo de internet. Nem tô com raiva de ninguém daqui. O problema, é que eu tenho uma vida real, com problemas de verdade, alguém entende isso? Pode parecer besteira, e provavelmente, ninguém quer saber. Mas é, eu tenho. Então eu quero ter um tempo maior pra resolver tudo, pra resolver o que só interessa a mim...
Mas sabe o mais foda de tudo? "Perder", de certa forma, gente que eu gosto demais. Quando penso, acho que tô sendo maior egoísta... por me afastar só por mim mesmo, sei lá. As vezes acho que é só uma sensação, porque na verdade, as pessoas precisam se sentir uteis. Mas a verdade mesmo, é que como eu já disse antes, não tenho a mínima noção de realidade. Então, qualquer pessoa que tenha se sentido mal por alguma coisa que eu fiz... me desculpa. Sério.

Bah, então, basicamente... esse post é só pra dizer que o blog continua e também que não vou sumir completamente...
Ah, aproveitando a última leva de posts desse tipo, valeu todo mundo. Opa, nem todo mundo. Só quem eu gosto, e que realmente sabe quem é. =]
Agora sim, chega de posts "diarinhos".

.Lucky, Radiohead

Thiago Dantas às 10:48 AM diga sim!.

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Sexta-feira, Agosto 18, 2006

Ah, Cansei...



Chega de sorrir pra não ficar com a boca torta.
Chega de dizer coisas legais só porque... só porque é legal mesmo.
Chega até de ácidez, afinal, essa coisa de maldade já encheu.
Chega de rir de piadas idiotas. E de fazê-las também.
Chega de gente chata.
Chega de orkut.
Chega de MSN.
Se fosse possível, que "chega de escola" também.
E chega de chega, porque não tem coisa mais babaca do que escrever a mesma coisa no começo de todas as frases.

Ah, e se alguém quiser falar comigo, usa o telefone ou e-mail.

.Pollyanna Flower, Alanis Morissette

Thiago Dantas às 11:19 AM diga sim!.

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Quarta-feira, Agosto 16, 2006

Quanto Mais Idiota Melhor



Acabei de acordar. Perdi o jogo do Brasil que eu queria muito muito ver e ainda por cima tive um pesadelo.
Começou como um dia na escola, não lembro bem. Só que a escola era diferente, parecia meio que um campo de concentração, uma prisão "sem grandes"...
No sonho, anunciaram que sairiamos mais cedo. Todo mundo naquela agitação, esperando as carteirinhas da escola chegarem, sem poder por os pés fora da sala [que mais parecia uma arena, bem alta.] e comendo, conversando, se beijando, brincando de ser babaca...
Até que a Mônica [coordenadora] entrega umas carteirinhas diferentes. Invez de ser as que entregamos na entrada, ela nos dá uma que parece ser o RG Escolar... e nisso, ouço alguém dizer que é o último dia.
Mas ainda era dia 17 de dezembro, tinham mais 3 dias até tudo acabar! O estranho, é que não estava pronto pro final, parecia que era hoje... mas eu sabia que eram os últimos dias.
Aí bateu um desespero grande.
Comecei a andar pelo pátio, todo escuro e pichado... uma mistura da arquitetura de TODAS as escolas que estudei até hoje, depredadas. Comecei a correr pelo canto, como se tivesse dando uma volta olímpica. E durante todo o tempo, pensando que eu nunca mais estaria naquele lugar. Até que eu paro de correr e observar cada detalhe das portas e parede, e penso que nunca estive no banheiro das meninas.
No primeiro ano era a coisa mais normal irem no banheiro das meninas, porque na epóca era só lá que tinha espelho... Aí eu corro até lá, e vejo uma espécie de quarto todo alagado, com duas partes. Na parte da entrada se viam pias, mais ao fundo uma "cama modulada", cheia de cobertores e não sei mais o quê. Quando voltei a parte principal, vi que no canto oposto das pias havia uma pia, uns sanitários e um espelho quebrado na pia.
Antes de eu entrar correndo no banheiro, ouço a Darcy [uma loira chata de outra escola que estudei] gritar pra alguém ir comigo.
Na hora que eu estou em frente ao espelho, entra a Lilian, uma garota da minha sala que é gente boa e tudo, mas que não nos falamos. E ela diz pra eu não tocar em nada. Fico só adimirando, volto a outra parte...
E começo a conversar com ela sobre o fim.
Falo coisas... curtas, quase chorando. Dizendo que eu não esperava que fosse daquele jeito.
Me perguntava o que eu ia fazer depois, já que não ia prestar vestibular, não fazia cursos e não tinha emprego.
Acho que foi nessa hora que eu acordei.
Cara, meu bizarro tudo isso.
Porque... bom, porque não foi um sonho só sonho. Sabe quando você sente angustias e outros sentimentos? Eu acho até que eu senti a textura das paredes, aquela exitação quando a gente brinca de correr na quinta série, uma aflição enorme quando você sabe que tinha mil lições pra entregar e que não fez porque não sabia nem como começar, o clima gostoso de conversas casuais.
Então acordei. E mais uma vez, pensei em tudo que eu já sabia.
Bah, eu sei que acaba esse ano, eu sei.
Acho que todo mundo quer que acabe, não aguentam mais ir pra'quele lugar todo dia, ver as mesmas pessoas e tudo mais.
Eu gosto. Não tenho nada me esperando quando acabar, e sou devagar demais pra qualquer coisa. Acho que é por isso que eu queria que "durasse pra sempre". As vezes, eu queria "evaporar". Tenho a sensação que nada dá certo, tipo, não, não é bem isso. É que ... nossa, em dias como hoje eu vejo como sou inútil e que não tenho perspectiva nenhuma.
... Não sei até que ponto dias assim podem pesar tanto. Poxa, tem dias que eu faço mil planos. É tão bom!!! E não são só idéias num papel não, quando eu digo plano, é plano mesmo. Metas, prazos, objetivos, como fazer... Tudo bem montado pra não parecer só um devaneio. É, eu sei o que eu quero fazer até os meus 23, 25 anos.
E em dias como hoje, coloco tudo isso em cheque. Uma droga, se quer saber.
Acho que não tenho uma boa noção de realidade. Que sonho demais, que sonho de menos... e que na maior parte do tempo, só não me sinto completamente perdido porque sempre tô perto de pessoas, fazendo alguma coisa ou ocupado demais pensando em amenidades.
Quando alguém faz um elogio pra mim, como essa semana que me disseram que eu "estava mais bonito", ou como aquele dia que ... nossa, disseram que eu era inteligente e tal, fico constrangido. Quer dizer, falando assim, parecem só palavras, e normalmente, não acredito muuuuito em elogios... Se eu não tenho uma boa noção de realidade quando vejo a vida como toda, pode se dizer que eu tenho uma ótima quando analiso minha personalidade. Então, eu sinto quando alguém fala alguma coisa de verdade. E isso me deixa mal, por saber que a coisa de verdade que as pessoas dizem, não serem tão verdades assim. Nossa, sou tão... idiota. Pequeno, babaca, mesquinho, chato e tudo mais. Aí eu desejo que todas as palavras boas que dizem a meu respeito fossem um pouquinho de verdade.
Nunca falei sobre isso com ninguém.
Porque ninguém quer ouvir isso, aliás, ninguém sequer sabe que eu penso isso.
Todo dia eu sou feliz. Não reclamo de todas as merdas que acontecem, a situação aqui em casa tá uma decadência só e eu finjo nem ver, tento sorrir e brincar o tempo todo, poxa... sou feliz demais.
E tem dias como hoje. Hoje de madrugada já fui dormir meio mal, sabe quando você faz algo bem errado e tem medo que descubram? Foi isso que senti até pegar no sono, durante todos os segundos enquanto me preparava pra ir pra escola... e quase todo tempo que estive lá.
Falando em, sai mais cedo hoje. Acho que não fui muito legal com as pessoas... perguntaram se estava tudo bem. Mais de uma vez. Eu disse que sim. Porque estava poxa, tudo igual a todo dia. Se tem uma coisa que me irrita, é quando "duvidam" do que eu digo. Pode até ser que tenham se preocupado por me ver fora do comum, mas se eu falei que tá tudo bem, é porque tá. Entende? Aí eu gritei sem querer, ignorei umas pessoas e tal.
Bah, tão idiota isso. As vezes eu esqueço o quanto gosto de todo mundo ali.
Cheguei super cedo em casa. Ainda encontrei minha mãe... nossa, eu queria conversar com ela um dia. A última vez que tentei, acho que tem um mês... o assunto acabou caindo em problemas, problemas e problemas. Também, o que eu queria? Acho que ela tá quase pedindo falência pessoal. ...Desde pequeno escuto dizer que ela é meio louca. As vezes, eu acho que ela vai atravessar a "linha da sanidade". É tão estranho pensar que posso perdê-la. Aí tento não levar problemas, se possível, nem conversar sobre nada sério... e ouvi-la sempre que ela deseja. Já tentei "dar conselhos" também. Mas meu, é díficil demais.
Daqui a um mês e nove dias faço 18. Eu cresci e nem me dei conta. Quer dizer, todo tempo eu me sentia O esperto, O legal, O descolado... mas... nunca me dei conta de nada. 18. Vou votar esse ano, me apresentar no exercícito, poder dirigir, poder ir preso (?)... Toda vez que penso nisso, ao mesmo tempo de não me achar pronto pra nada disso, penso no quanto tô sendo babaca. Ninguém pensa nisso. É tão "oh, tenho 12 anos e minha vida é uma merda". ...
Nessas horas que eu tento ser natural. Fazer as coisas e falar tudo, como se eu tivesse mesmo acostumado.
Foi assim com a moça que ligou aqui ontem. Foi bem legal falar com ela, acho que ela tava afim de mim ou coisa parecida... fiquei torcendo pra ela ligar de novo. Mas droga, nem ligou.
Sou imaturo demais. Se minha vida fosse um teenmovie, eu seria TODOS os personagens mais clichês. O idiota, o legal, o nerd, o drogado, o puto... Não que eu seja tudo isso, mas é que tem dias que eu tô... nossa, "adolescente" ao cubo. Muahuahuahu... meio bizarro falar isso. Aliás, falar de tudo isso.
Melhor eu parar por aqui.
Então, vou terminar de contar a história da Chapeuzinho Vermelho.
Tem um motivo, sério.
Aí o Lobo disse:
- Se não abrir essa porta, vou soprar, soprar e soprar!
Ele encheu o peito, soprou, soprou e soprou até ficar sem fôlego e...
Nada da casinha cair. Os porquinhos observavam tudo pelo buraco da fechadura enquanto riam, se divertiam tanto que nem viram quando o Lobo pegou uma escada e começou a descer pela jaminé. Humm... é assim que escreve jaminé? Nossa, primeira vez que escrevo isso na vida, que bizarro o.o'!
O Lobo porém não sabia que a lareira estava acesa, e enquanto descia caiu de bunda no fogo!
O traseiro do Lobo caiu direto de encontro ao fogo! A dor foi tão grande, que ele deu um pulo e saiu fora da casa dos porquinhos para nunca mais voltar!
Até hoje os porquinhos se divertem quando lembrar...
Bom, é isso aí.
Ah, e só pra constar. Sem mensagens de apoio/positivismo ou ofensas, ok?
Adíos.

.When You Love Somebody, Leela James

Thiago Dantas às 6:25 PM diga sim!.

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Segunda-feira, Agosto 14, 2006

Inesperado



"Senta e fica quieta!"
Ao ouvir isso, Camille olhou para Gustavo assustada. Era a primeira vez que ele falava com ela naquele tom. Surpresa demais pra desobedecer, sentou apressada no murinho que dividia o terreno e a casa do vizinho.
"Tá tudo acabado. Eu não gosto mais de você."
Os segundos que sucederam, serviram pra processar a áspera informação, despejada sem dó e sem carinho por aquele que antes se dizia tão apaixonado.
O choque da notícia foi tão grande que Camille se desequilibrou e caiu, batendo a cabeça no sólido chão de concreto.
Quando Gustavo olhou do outro lado do muro e viu Camille desacordada, sentiu-se culpado e, com medo da reação que a garota pudesse ter quando acordasse, correu pra sua casa.
Na manhã seguinte, Camille ainda estava lá.
Sr. Ramirez, seu vizinho, ao vê-la deitada no chão do umbral da porta, não conteve berros para que a moça de cabelos dourados saisse de sua propriedade. Como os gritos não foram suficientes, se aproximou para acordá-la e, quando chegou perto, viu uma poça viscosa em volta da cabeça de Camille. Era sangue.
Pulou o muro assustado e bateu na porta dos vizinhos até quase-derrubar e contou para eles tudo sobre Camille.

A família de Camille estava aflita.
Completava naquele dia exatas duas semanas que a garota estava em coma.
As radiografias mostraram um pequeno traumatismo na parte inferior do crânico e, por pura sorte, não denunciaram nenhuma sequela.
Estava em coma, era fato. Mas como o próprio médico havia dito, Camille poderia acordar a qualquer momento. E foi o que aconteceu naquela manhã de terça-feira.
Logo quando abriu os olhos, Camille os deixou apertadinhos. O revérbero que tocou suas íris foi tão forte, que sua visão perdeu o foco. Sentiu-se tonta, porém, aos poucos foi se sentindo melhor. No momento que sua visão voltou a foco, percebeu onde estava. O leito branco e grande estava quase vazio se não fosse por aquele homem que trajava branco.
"Quem é você?" Camille perguntou ao homem, que ainda de costas para a cama respondeu com voz macia:
"Meu nome é Daniel, sou neurologista e venho cuidando de você desde que chegou aqui."
Não entendeu direito, mas devagar seus pensamentos foram se ordenando.
Lembrou do telefonema de Gustavo, do encontro no quintal de casa naquela madrugada quente e das palavras cruéis que o garoto lhe disse. Lembrou da queda e também do que pensou antes de cair. Tudo fez sentido.
"Daniel, eu tô a muito tempo aqui?"
"Duas semanas!", disse o Dr. enquanto se virava.
Quando Camille olhou seu rosto, toda raiva que sentia por Gustavo se tornou inexistente.
Ficou alguns meio-segundos muda, só olhando o rosto que lhe sorria de um jeito tão sincero e amigo.
Na hora que viu que o médico estava quase saindo, conseguiu balbuciar qualquer coisa que não a fizesse parecer uma idiota;
"Obrigada por ter cuidado de mim."
"Vou chamar seus pais agora. Você nos deu um baita susto!"
Depois que saiu do quarto, Camille só conseguia pensar em quatro palavras...
"Eu te amo, doutor."


Ah... mas o amor é assim mesmo.
As vezes a gente precisa quebrar a cabeça para encontrá-lo.
Porque nem tudo é sorte, as vezes, é só destino.
Inesperado, dolorido e maravilhoso.
...Destino.

.Unbreakable, Alicia Keys

Thiago Dantas às 10:59 PM diga sim!.

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Domingo, Agosto 13, 2006

É Tudo Seu, E Você Nem Sabe



Quando pintou o seu retrato e deu a ela de presente, ela disse que nunca ninguém tinha pintado uma coisa tão bonita... Aliás, que nunca ninguém havia desenhado qualquer coisa pra ela.
Ao ouvir isso, calou e apenas sorriu.
Mal sabia ela que de todos os quadros e guardanapos pintados por ele, todos eram em sua homenagem; desde a mais simples margarida até a coroa de brilhantes do retrato da rainha.
Era tudo dela.

.Tiny Dancer, Elton John

Thiago Dantas às 9:43 PM diga sim!.

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Quinta-feira, Agosto 10, 2006

Felicidade



Chegou perto, pertinho. Tão perto que pôde sentir o cheiro da pele dela.
Fechou os olhos enquanto prendia a respiração afim de reter na memória todo o perfume que exalava por cada poro do corpo de menina enquanto imaginava que gosto ela teria.
Sentiu vontade de agarrá-la com força, afastar devagar os cabelos da nuca e beijar-lhe o pescoço ao mesmo tempo que suas mãos correriam todo corpo, descobrindo e sentindo cada vestígio de pureza.
Seu corpo tremeu por meio segundo.

A garota se assustou e, quando se virou para encará-lo de frente e se deu conta do pequeno espaço que os separavam pensou em fugir.
O rosto foi tomado por uma cor rubra e, ainda sem graça, abriu o sorriso mais bonito e escancarado, daqueles que de tão fortes constrangem.
Mesmo possuindo essa sútil arma, não conseguiu olhá-lo nos olhos por muito tempo.
Abaixou a cabeça timidamente, deixando uma mecha do escuro cabelo cair sob seu rosto.
Continuou parada, sem ter coragem de se mexer. Estava presa a todo o calor que envolvia os dois corpos, já não conseguia olhar, falar ou recuar poucos passos. Todos seus esforços se resumiam num só: evitar que seu corpo grudasse no dele.
Soube no mesmo instante que não aguentaria por muito tempo.

Não desviava o olhar do rosto acanhado nem mesmo por um segundo.
Não se conteve e antes que pudesse se controlar afastou o cabelo de que insistia em cobrir o rosto mais bonito que já tivera a chance de contemplar. Tocou-lhe o queixo e fez com que ela o olhasse nos olhos.
Examinou de maneira meticulosa cada traço e cada forma do rosto moreno, até fixar seus olhos por longos segundos na boca que já não sorria mais.
Beijou-a.
Tocou-lhe os cabelos e sentiu os finos fios passarem por entre seus dedos. Alcançou sem dificuldade o pescoço esguiu e notou que era bem mais bonito do que imaginava.

O corpo da menina estremeceu e se tornou mais rígido no instante seguinte.
Beijou-o.
Correu as mãos pelas costas largas fazendo com que a pele dele ficasse em suas unhas.

Já não respiravam mais.
A silhueta que o sol desenhava no chão era de um só corpo.
Ficaram assim por alguns minutos, e aos poucos foram se separando... contudo, continuaram próximos o suficiente para serem um só.

Envolveu-a nos braços e a abraçou forte, como se jamais fossem se separar.
Fechou os olhos e sentiu o peso dela sobre sí. Apertou-a mais um pouco, e teve a sensação que a teria ali, pra sempre.
Respirou fundo e sorriu.

Sentiu-se protegida. Nada poderia ferir ou estragar aquele momento. Nada. Absolutamente, nada.
Estava tão feliz que a felicidade transcendeu seus olhos. Não se importou em segurar as lágrimas que caiam em encontro a sua boca.
Passou a língua de leve nos lábios e se desvencilhou dos braços dele até encará-lo de frente.

Depois de beijá-la mais uma vez ele teve certeza do gosto que a felicidade tinha.
Tinha gosto de sal, tinha gosto de mar, tinha gosto de Ana.
Mariana.

.Nasty Naughty Boy, Christina Aguilera

Thiago Dantas às 11:45 PM diga sim!.

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Segunda-feira, Agosto 07, 2006

Bem Igual



Lembrei de você ontem.
Me preparava pra dormir quando zapeando por aí, por aqueles mesmo velhos canais, me deparo com aquele filme. Acho que era o meu preferido na epóca que eu tinha uns 12, 13 anos e achava que sabia muito da vida.
Estranho como todas as tardes eram melancólicas. Todas lembranças que tenho do filme são assim; uma boa surpresa que eu ganhava num tarde cheia de tédio.
Não sei ao certo o dia ou mesmo porque falamos sobre o filme, mas me recordo com exatidão a expressão do seu rosto enquanto me dizia porque gostava tanto.
Quando conversas como essas aconteciam, os dias nem eram assim tão chatos. Você coloria cada espaço com o barulho do seu riso ou com as estrelinhas que saiam de seus olhos.
Ficava imaginando que todos os momentos seriam assim se você estivesse sempre por perto. Planejava durante toda semana coisas legais pra dizer e até mais que isso.
Na hora que comecei a ver o filme ontem, lembrei que um dos planos era você vir aqui em casa e a gente assistir juntinho, embaixo das cobertas, comendo pipoca e tomando guaraná.
Tanta coisa não aconteceu como o previsto, tantos planos ficaram no caminho.
Tem horas que penso que nossa história foi como aquele filme. Complicada demais pra dar certo, sem a mínima chance de um final feliz.
Meio triste pensar nos rumos que essa coisa toda tomou. Antes sua presença era um conforto, um sinal que as coisas poderiam dar certo. Hoje mal penso em você. Os dias foram preenchidos com todas aquelas ocupações não sonhadas e por pessoas novas que acabaram entrando na nossa história.
E tudo acabou... desse jeito.

Não acho mais aquele filme o melhor do mundo. Mas assisti-lo ontem, me trouxe um sorriso grudado numa velha lembrança.
... É, acho que tudo que aconteceu é bem mais parecido com o filme do que pensei, afinal, a sensação que tive foi a mesma.

.Aerials, System Of A Down

Thiago Dantas às 7:31 PM diga sim!.

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Domingo, Agosto 06, 2006

Slow Motion Addict


Slow Motion Addict

Carina Round

Antes de mais nada, quem mané é Carina Round?
Carina Round é uma cantora, de 27 anos que esse mês tá lançando seu terceiro album, esse mesmo aí da foto... o "Slow Motion Addict".
Não sei se é muito fácil falar sobre essa garota, mas se fosse pra eu descrevê-la, diria que ela canta com todo o sentimento do Jeff Buckley, explodindo de fúria como a PJ Harvey e exalando uma delicadeza única. Tudo ao mesmo tempo.
Com músicas bem trabalhadas que flertam do trip-hop ao mais puro rock'n roll, Carina além de produzir discos íncriveis é ótima no palco. Preenche o espaço com força, consegue brilhar numa arena escura e deixa qualquer um impressionado por sua música, sua voz e seus arranjos. Ah, falando em... ela manda MUITO bem na guitarra.
Ao contrário dos dois primeiros trabalhos [o introspectivo album de estréia e o sensacional segundo disco - respectivamente, The First Blood Mystery e The Disconnection], o novo cd da Carina é mais bruto e agressivo.

01 - Stolen Car abre o disco da MELHOR maneira possível. Com vocais sexys e delirantes, guitarra firme e pronta pra explodir a qualquer momento, refrão viciante, tem todos ingredientes pra ser um "clássico"! XD Carina mostra a que veio logo de cara, impossível não gostar.
02 - How Many Times a primeira vista, deixa de lado toda vibe da primeira música, e toma uma consistência mais densa... essa impressão se quebra logo no refrão, cheia de "tchu tchuru tchu" que você canta sem perceber logo na segunda vez que ela canta. Outra coisa muito legal nessa música é a linha de guitarra, que parece que a qualquer momento vai cair no pop... e de novo nos surprende com pequenos solinhos e a forma que ela toma pra acompanhar o refrão. Escolhida pra ser o primeiro single, você pode ouvir 1, 2, 10, 30 vezes que não enjoa... x)
03 - Gravity Lies começa de maneira mais séria, pesada e o som contrasta bem com o jeito que Carina conduz a canção. Quase agoniante de tão forte.
04 - Ready To Confess sem dúvida uma das melhores do disco. Rapidinha, pode não parecer nada demais quando começa. Mas depois que você ouve de novo e de novo ganha um tom novo, violenta e gritada, Carina sintetiza bem a cara do cd nessa música.
05 - Want More boa. E só.
06 - Take The Money com diferentes nuances, a voz da garota vai do ácido ao sexy em poucos segundos e parece que ela se joga no refrão, quebrando tudo da maneira mais debochada que pôde encontrar... o que tem de boa, tem de viciante.
07 - Downslow é diferente de todas as outras até agora. Com um piano triste, mostra melancolia e frieza. Lembra a Carina dos discos antigos, bonita, devagar e exótica. Lembra Portishead e Coldplay, sem a parte chata do Coldplay.
08 - Come To You parece que depois de respirar, Carina retoma o fôlego e começa a cantar... a música segue até ter o ritmo partido, cheia de gritos e com refrão fácinho, vai crescendo pouco a pouco. Muito boa. MUITO BOA MESMO.
09 - Slow Motion Addict é a faixa que dá nome ao album. Obscura e estranhamente pesada [não no som, mas na sensação] consegue hipnotizar e surpreender, como se fosse uma bomba que fosse explodir a qualquer momento, Carina quase detona mas retoma e se contém. Deliciosamente slow.
10 - January Heart delicada e bizarra, quase uma canção de ninar. Eu disse QUASE.
11 - The City melhor balada do disco e também uma das melhores músicas da Carina. Trilha pra ver o sol nascer, ou pra uma viagem... música perfeita. Dor, melancolia e sentimento. Tudo ao mesmo tempo.
12 - Same Girlfriend a faixa mais raivosa do cd, não denúncia no começo a que veio. Ganha força com uma velocidade violenta, e enquanto temos Carina berrando com todo o poder da sua voz, ouvismo ao mesmo tempo Miss Round sendo delicada e sussurando ao fundo. Uma das melhores, totalmente viciante. Chega a deixar tonto! Com um dos melhores refrões do disco. X)

De maneira geral, o Slow Motion Addict não surpreende tanto quanto o disco anterior de Carina. Mas se tratando de Carina, não espere mesmice nem nada parecido com o que anda rolando por aí. Original, gritante e docemente cruel é com certeza um dos 5 melhores discos desse ano.
Ouça e se apaixone pela inglesinha da voz mais bonita de todas [atualmente].
Download pelo RapidShare:
Carina Round - Slow Motion Addict
MySpace da Carina [com versões diferentes pra ouvir on-line e raridades]:
Carina Round [MySpace]

Nota: 10
Carina Round, Slow Motion Addict [2006]
Carina Round [oficial site]

.Come To You, Carina Round

Thiago Dantas às 3:49 PM diga sim!.

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Sexta-feira, Agosto 04, 2006

Coisa Mais Boba!



Implicava demais com ela, com Gabriela Cara de Panela.
Puxava os cabelos dela, da Gabriela Cara de Panela.
"Sai daqui João Pastelão!, ela gritava toda emburrada.
João Pastelão achava graça! Os olhinhos apertados sempre diziam: "Você me paga!" E João corria pra longe, achando graça.
Um dia, roubou uma flor do jardim de Maria Estela e ofereceu pra Gabriela.
"Quer namorar comigo?"
"Quero sim, seu bobão!"
, e logo depois de responder, tascou-lhe um beijo no olho.
"Que nojo!", disse João se afastando, quase fugindo.

Ei, não vai embora não, João. Fica aqui comigo, pra sempre.

.Be Be Your Love, Rachael Yamagata

Thiago Dantas às 6:49 PM diga sim!.

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Terça-feira, Agosto 01, 2006

Luna Nova



Já não era mais a mesma, ah... definitivamente, não era.
Todas as risadas e certezas foram ficando no caminho, e por mais que o rosto continuasse igual, ela já não se reconhecia quando passava pelo espelho.
Os dias corriam de forma mecânica. Não encontrava mais graça no que antes lhe dava tanto prazer.
Quando a noite chegava, ficava pensando em tudo que tinha acontecido.
Pensava naquela pessoa que deixou escapar por entre os dedos, e quando pensava nisso, não conseguia evitar de pensar na pessoa que era a 2 anos atrás.
Já não se sentia mais especial e se perguntava onde foram parar todas as certezas que a fazia única.
Nunca encontrava respostas, as vezes chorava, as vezes sorria... e sempre acaba dormindo antes de qualquer coisa.

Um dia Luna vestiu uma lembrança feliz e andou por onde costumava ir.
Quando o viu, não acreditou. Seu coração começou a bater mais forte e seus joelhos não continuaram firmes.
Não conseguia acreditar, não conseguia se mover.
Estava ali. Parado, rindo. Olhando pra ela com o mesmo sorriso.
Correu até quase tropeçar e quando chegou perto, pertinho, não sabia se o abraçava ou se o beijava no rosto, como meros conhecidos.
Depois de palavras como "não acredito" e "nosso destino sempre esteve preso", ela começou a falar como nunca tinha falado.
A voz saiu meio tremida no começo, e começou com um pedido: "Me escuta. Por favor."
Ele ouviu atento cada palavra. Nunca tinha visto Luna daquele jeito. Insegura, chorosa e desarmada. Contou todos os medos e todas as dúvidas. Disse que tinha medo que ele não fosse mais o mesmo, e confessou que o maior medo de todos, era que ele não encontrasse nela a mesma pessoa.
E antes que toda coragem fosse embora, disse o que deveria ter dito antes do último encontro. "Eu te amo."

Já não era mais a mesma, ah... definitivamente, não era.
Tinha mudado, durante todo aquele tempo e não tinha se dado conta.
Mantinha-se presa dentro de lembranças sobre quem era e comparava-se ao que já não existia mais.
De todas aquelas certezas e sonhos, nada tinha sobrado. A malícia quase-ingenua tinha se dissipado junto com a euforia e acertos.
Finalmente percebeu que não adiantava cobrar ser a mesma, se já não era mais a mesma.
Talvez, Luna fosse como a Lua.
Que sempre muda, e sempre é a mesma.
Talvez, Luna fosse como a Lua. E pra crescer, precisou ficar pequenininha.

.There She Goes, Sixpence None The Richer

Thiago Dantas às 1:16 PM diga sim!.

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