Thiago Dantas
São Paulo
20 anos

Possibilidades é minha palavra preferida. Também gosto de filmes, não vivo sem música e tô aprendendo a ler. Falando em, não sei escrever. E eu rimei, droga!

Acredito no que é importante. Na vida, de modo geral. Na crueldade e mesquinharia das pessoas, na miséria do mundo e também no amor. Porque o mundo nem é lugar tão ruim assim.

Em breve aqui estarão meus links.




Sábado, Novembro 29, 2008


João dormiu a tarde como há muito não fazia.

Acordou pensando que já era amanhã. Se virou pela cama, quase desesperado, procurando as horas. Olhou a janela aberta e lembrou que estava ali há pouco tempo, que só tinha cochilado. Ainda era dia. O quase desespero foi se dissipando, seu corpo foi se acalmando e acordando (dessa vez de um jeito bem moroso, no ritmo que os olhos fechados ditaram).

Calma, João, hoje é domingo! Dorme em paz.

Ele teve a sensação que tudo que sempre quis estava para acontecer, que finalmente as histórias iam brotar. A vida tinha começado, como mágica.

Thiago Dantas às 11:11 PM

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Segunda-feira, Setembro 22, 2008


Antes de começar preciso avisar que tenho 12 anos e escuto RBD.
Ah, como eu odeio minha casa! Tenho um armário só meu e mais uns 3 que divido. No que é só meu guardei minha agenda dentro. E agora há pouco meu tio veio me perguntar se vou num show. Aí eu perguntei pra ele se o ingresso tava solto na minha gaveta. Já é um saco ele abrir ela sendo que só tem coisas minhas dentro, mas abrir minha agenda é demais, porra. Ah, que ódio. Mas vou ficar quieto, né. Argh. Hohoho, certeza que vou me arrepender de postar algo tão estúpido. Se bem que, provavelmente, nem vou lembrar disso. Bem aventurado os esquecidos \o/

Thiago Dantas às 1:09 PM

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Quarta-feira, Setembro 17, 2008


Se o mundo fosse cheio de pessoas comuns como você ele seria extraordinário.

Thiago Dantas às 1:00 PM

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Quarta-feira, Setembro 10, 2008


Procurou com a ponta dos dedos seus chinelos. Sentiu o chão gelado e encolheu seu corpo meio que por instinto. Caminhou guiado pela luz do rádio-relógio até a cozinha. Ouviu o som da água encher o copo. Bebeu. Sentiu que já era hora de acordar. Voltou pra cama e por lá ficou. Pra sempre.

Thiago Dantas às 1:53 PM

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Sábado, Setembro 06, 2008


E existe aquela história de traçar metas, querer coisas e planejar o futuro. Adoro tudo isso, confesso. Mas sabe... você me fez crêr que o presente também pode ser bom. Porque você faz, você me dá e você é.

Thiago Dantas às 4:25 PM

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Segunda-feira, Setembro 01, 2008


Você se odeia tanto assim? Tudo bem, eu te amo o suficiente por nós dois.

Thiago Dantas às 4:23 PM

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Quinta-feira, Agosto 28, 2008


"When all I ever wanted was the simple things...
... A simple kind of life."



Alô, alô. Alguém me ensina a viver?


Thiago Dantas às 4:24 PM

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Por que que na maioria das vezes eles não tem nome?
Eles não tem nome porque assim todos eles e elas podem ser você, eu ou nós.
Gosto quando os pronomes dançam e a gente não sabe quem é quem.
Seria muito fácil chamá-los de Larissa, José, João e Raimunda. Ou até quem sabe evocar nomes de antigas memórias.
Mas sem eles, sem nomes, eles vivem pra sempre. Pra sempre com momento certo pra acabar: ao fim do texto.
Eles não tem nome porque não precisam. São bem mais que Marias e Joãos. Ou bem menos, nunca soube a diferença.

Thiago Dantas às 4:04 PM

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Sábado, Agosto 23, 2008


Sempre fui apaixonado por aquele aparelhinho recheado de imagens. Durante muito tempo me dirigi a ele como "aquele que sabe de tudo". Minha fascinação pode ser explicada por Freud, opa, brinks, se bem que... Bem, se bem que fui criado por ela e devo muito do que sei e o que sou a essa máquina.

Assistia TV Colosso; Glub Glub; O Mundo de Beckman; Cavalo de Fogo; Icky The Cat; Caça Talentos; Angel-Mix; Caverna do Dragão; Thunder Cats; Castelo Ratimbum; Rá-tim-bum!; Capitão Planeta; A Justiceira; Piores Clipes do Mundo; Menina Veneno; Disk Mtv; Coração de Estudante; Vamp; Era Uma Vez; Uga-Uga; Celebridade; BBB; Casos de Família; Os Normais; Garotas do Programa; Os Aspones e tanta coisa.

Acho que é ingênuidade de criança pensar que os pais (no meu caso a tv) sabem de tudo. Quando fiquei um pouco maior, descobri que o Google é que sabe de tudo.

Aí a tv pifou, fiquei semanas sem ela e ela voltou. Acelerei a história e resolvi postar.
O que tô querendo dizer é que a vida sem tv não é a mesma coisa. Mas antes viver sem ela do que sem internet, meu novo vício. ;D

Thiago Dantas às 11:32 AM

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Sábado, Agosto 16, 2008


Mergulhou de olhos fechados e não os abriu por nem um segundo. Tinha medo de que se mantivesse os olhos abertos a água a inundaria por dentro, preenchendo cada milímetro de seu corpo, lentamente.

Ela sabia que isso nunca não aconteceria, aliás, se fosse acontecer, seria bem mais fácil que se afogasse pela boca, orelhas ou nariz. Contudo, a preocupação, a quase obsessão, eram os olhos. E por não saber explicar seus medos a ninguém não dizia nada. Certamente, alguém falaria algo do tipo: "qual a graça de mergulhar e não ver nada?", ou ainda algo pior; "tanta coisa pra se temer e você tem medo disso?". Ser motivo de piada não era uma possibilidade.

Como fazer os outros entenderem que o que ela gostava mesmo era se sentir imersa? Para ela a coisa toda era bem simples. Não precisava abrir os olhos pra ver nada, ela via por dentro e isso bastava.

Thiago Dantas às 11:05 AM

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Quarta-feira, Agosto 13, 2008


Houve um tempo, há muuuuuito tempo, que eu colocava títulos nos posts. Desde que voltei não tenho feito e mesmo este sendo um post atípico [adoro tanto essa palavra!] nem coloquei título [odeio rimar], embora tenha ficado tentado a lançar algo como "aleatoriedades" ou algo do tipo. Aliás, adoro muito essa palavra. A-L-E-A-T-O-R-I-E-D-A-D-E. A língua até dança no céu da boca.

Melhor eu parar com as divagações estúpidas e falar logo o que vim dizer. Se bem se eu tivesse nomeado esse post com a palavra bonita ali de cima ele seria exatamente isso: um punhado de palavras dizendo nada. E quer saber? Essa é a melhor coisa que posso fazer! Porque, caras, isso aqui é um blog. E como tal ele deve acompanhar minha vida nada interessante e tudo que não acontece com ela. Falando nisso, vou fazer um resumo dos últimos e futuros acontecimentos. Ontem as aulas re-começaram. Estudo Publicidade e Propaganda, tô no quarto semestre e sempre acho que as frases devem ser formadas por 3 coisas quando há vírgula. Não fui. Assim como não fui hoje. Se tivesse ido, provavelmente estaria olhando o relógio e contando os segundos pra aula terminar. E amanhã não vou de novo. Nem depois e depois. No segundo depois, sexta, vou em uma entrevista pra trabalhar num departamento inexistente de uma empresa. E depois vem sábado, domingo e segunda. Ah! Segunda! Sabe quando você espera MUITO por um dia? Eu espero por segunda. É a bienal dos livros. Embora eu goste muito de livros, o principal atrativo da bienal é outro. E pensar sobre traz uma calma tremenda. Felicidade instantânea, sabe? Coisa boa de se sentir. Então eu tô esperando. E esperando basicamente. Meus dias [pra não dizer minha vida] é uma espera que só. Mas quer saber? Só de pensar no que vem depois tudo melhora. Sei que existe aquele papo do "viva cada instante como se fosse o último" e aquele blá blá blá todo, mas sinceramente o agora tá um tédio. É, tô vivendo esse tédio. É, eu sei que já comecei vááárias frases assim. É, eu sei que é um saco ler e que fica cansativo. Mas assim é a vida: chata e cansativa. E maravilhosa também.

Demorei pra postar. Aproveitando o tom totalmente idiossincrático gostaria de justificar-me por isso [como se alguém se importante/tivesse notado!]... Primeiro eu pensei em deixar o post aí debaixo por bastante tempo porque eu realmente gostei dele. E sabe, eu gostar de alguma coisa que escrevi é raro... Depois, eu fiz uma promessa a minha menina dizendo que o próximo post seria pra explicar algo que ela tinha dito. No final das contas, nem soube escrever. O que ela disse? Disse que tinha pensado numa coisa muito nada a ver; e que essa coisa nada a ver era que estava com saudades de uma pessoa. Mas ora, pensando bem agora que bobeira a minha querer explicar o que não se explica. Porque saudade é assim, a gente só gente. Como eu tô sentindo agora. Chega logo, segunda!

Thiago Dantas às 10:18 PM

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Quarta-feira, Agosto 06, 2008


Finalmente o dia tinha chegado.
Depois de um mês todo arquitetando surpresas e risos, casualidades e sorrisos e presentes e olhares, Rafael poderia dizer com todas as letras que estava pronto, e nada, nada poderia atrapalhá-lo.

De manhã vestiu um jeans e colocou um casaco. Fazia frio, bastante frio. Mas a esperança de possibilidades maravilhosas era tão gigante dentro dele que ao invés de enxergar uma manhã cinza e sem graça acreditou cegamente que tudo poderia ser verdade. Apressou o café e saiu enquanto ainda comia um chocolate. Consultava de dois em três minutos o relógio. Não podia se atrasar de jeito nenhum. Mesmo com os passos rápidos e quase tropeçando ele pensava que de todas às vezes que tinha feito aquele caminho, nenhuma era como aquela, nenhuma tinha tanto importância assim. E mesmo com os braços tulmutuados de pacotes ele sabia que nada, nadinha, seria impecilho na hora do abraço, na hora do beijo, na hora mais importante de todas as horas.

Em dado momento as pessoas da rua continuaram a andar, todas com a lerdeza ou pressa habitual e Rafael parou. Simplesmente parou, ali, no meio de lugar nenhum. De sua boca saia o ar frio, quase congelante da manhã mais linda de todas. De seus olhos saia esperança e ansiedade num misto tão intenso que era díficil distinguir a emoção predominante daquele instante. Então ele esperou. Esperou. Esperou. Esperou. E ela não apareceu.

Talvez amanhã.

Thiago Dantas às 11:22 AM

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Sexta-feira, Agosto 01, 2008


Hoje eu acordei exatamente às 10:10. Sei disso porque a primeira coisa que fiz foi olhar o relógio do celular. Aí sorri. Comecei o dia pensando em você. Duas vezes. A primeira foi quando eu fui dormir, acho que eram quase duas horas e agosto tinha acabado de começar.
Não sei exatamente o porque do pensamento parar em você. Pensando bem, é sempre assim. Ele simplesmente vai. Quisera eu ir a seu encontro com tanta facilidade assim, meu amor.

Thiago Dantas às 8:10 PM

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Domingo, Julho 27, 2008


Voltaram abraçados pra casa, meio que em silêncio.

Só que ao contrário da maioria dos silêncios, esse silêncio que viviam era um silêncio sutil, leve, e, não encontrando palavra melhor, até gostoso.
No lugar de piadas sem graça e assuntos bobos que tanto divertem, os trilhos do trem assumiam controle. As vozes dos outros falavam, falavam, falavam. Mas para eles, tudo era um som único, indescritível, inseparável, insolúvel. Era o som do silêncio.

Silêncio leve, tênue, e, por falta de palavra melhor, até gostoso.
Se tipos de silêncio tivessem nome, esse teria nome e sobrenome: Silêncio da Felicidade.

De vez em quando ele olhava pra ela, tão pequena e frágil dentro de seus braços. Nessas horas ele se dividia em dois.
O primeiro ficava ali, ouvindo o barulho do trem, digo, o silêncio, enquanto contemplava o instante. A pele, o cabelo, as mãos. Tudo. Amava ela inteira, de todos os ângulos, por dentro e por fora.
A outra parte dividida repassava na memória o dia, a tarde e a noite que passaram juntos. E quanto mais lembrava mais os pensamentos colidiam. A pele, o cabelo, as mãos. Tudo. Amava ela inteira, de todos os ângulos, por dentro e por fora.

Seguiram abraçados, meio que em Silêncio, durante toda a viagem.
E nunca, em momento nenhum, o silêncio disse tanto. A sensação que ficou até o fim foi que até o silêncio aprendeu a falar. Ou ao menos a dizer eu te amo.

Thiago Dantas às 2:25 PM

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Sexta-feira, Julho 25, 2008


Meu nome é Thiago Dantas e daqui a alguns dias, correção, alguns meses faço quase 20 anos. Quase 20 anos, em vias normais, significa 19. Só que eu, Thiago Dantas, nunca fui muito adepto aos caminhos padrões. Sempre prefiro as curvas. Vai ver por isso me perco tanto. O fato é que daqui a alguns dias, correção, meses, faço não 19 e sim 20 anos. Chegar perto de duas décadas é quase como uma passagem forçada pro mundo dos adultos. Por isso me apego tanto ao quase.
Não, não me julgue. Não tenho síndrome de Peter Pan ou nada disso. Tô mais pra Maria do Bairro e seu íncrivel dom de dramatizar tudo do que qualquer outra coisa.
Um dia, cheguei a dizer que um nome não dizia muito sobre ninguém, que o lugar onde a pessoa vive não diz nada sobre ela e que idade é uma besta vontade de controlar o tempo. Mas vejam só vocês, mal comecei a escrever e repeti meu nome duas vezes, além de falar do tempo sem chegar a lugar nenhum. Se me permitem, vou tentar mais um vez.

Meu nome é Thiago Dantas e tenho quase 20 anos. Desde muito garoto eu descobri essa coisa de blogar. A possibilidade de abrir sua vida pra estranhos e a vontade de se conectar foram os fatores que mais me encantaram nessa coisa toda. Poder falar, poder ouvir, só poder.
É engraçado pensar nessa coisa toda. Existe tantos blogs por aí, tanta gente bacana que realmente sabe escrever que fico até encabulado de tentar. Porque no fundo, no fundo, tenho a sensação que tudo já foi pensado e dito de uma maneira melhor do que eu faria. Às vezes sonhava alto. Queria viver escrevendo, talvez pra alguma revista ou algo assim. Aí um dia a ficha caiu: mesmo que eu fosse publicado, quem leria meu livro? Pois é, caros amigos, estava aí o problema que aniquilaria qualquer sonho inocente. O ponto positivo é que durante os anos que escrevi nos blogs, eu não sabia disso.
Quando re-leio alguma coisa dessa época, além de constatar o quanto era péssimo e pretensioso, fico abismado com a pureza das coisas. Era tudo verdade. Tudinho. Falando assim, pareço um velho desanimado com a vida, o tipo clássico de velho que acha que em seus tempos aureos tudo era melhor e mais organizado. Mas a real é que embora eu fosse mais autêntico e "soubesse de mais coisas" em relação a mim e ao mundo, eu era pequeno demais.

Como eu disse no começo, já tive alguns blogs. A cada ano novo inaugurava um. Nessa brincadeira, conto uns 12, talvez 14 endereços diferentes. Eu começava do zero toda vez que ficava popular demais, perdido demais, alguma coisa demais. Na internet sempre é fácil tomar fôlego e recomeçar do zero, ignorar quem você foi e moldar algo novo.

Karina Disse Sim nasceu no dia 3 de janeiro de 2006. A idéia era que ele refletisse a vida. Histórinhas, relatos, resenhas. Como qualquer blog ele teve seus altos e baixos até que chegou ao fim no dia 10 de julho de 2007. Na despedida escrevi que cansei das histórias, definições e todo aquele blá blá blá. Mas a verdade verdadeira é que minha vida é feita disso. Pedacinhos, recortes, palavras e pessoas.

Hoje Karina Disse Sim está de volta. Talvez não seja o melhor momento, mas mesmo assim, afirmo que é hoje. Porque tem uma hora que a gente reconhece as possibilidades.

Seja bem-vindo.

Thiago Dantas às 3:05 AM

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Sábado, Março 10, 2007

E tem aquela hora que você cansa de histórias, de definições e de todo aquele blá blá blá e começa a viver.
Definitivamente, isso não é o que eu sempre quis e nem de longe é o como imaginei que seria. Mas as coisas são como elas são. Isso aqui tá ficando dramático demais, pra não dizer patético. Na real, tô bem, tá tudo bem e tal. Então, valeu todo mundo que passou por aqui por todo esse tempo. Foi muito bom, de verdade.
Até quem sabe qualquer dia =)

thiago_dantas_@msn.com

Thiago Dantas às 3:26 PM

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